Educação para a Sustentabilidade

Para entender mais sobre o conceito de Educação para a Sustentabilidade assista ao 2º episódio da nossa websérie “No Correr das Águas“:

 

Identificação das Escolas

No inicio do Águas do Cerrado, 19 escolas em um raio de até 50km da Chácara Asa Branca foram contatadas e visitadas com o objetivo de apresentar o projeto, coletar informações, conhecer os diretores e professores, verificar a área disponível e condições técnicas para receberem tecnologias sociais e, assim, iniciar o processo de seleção das escolas que receberiam o programa completo.

 

Seleção das Escolas

As escolas que se interessaram em receber o programa completo se candidataram demonstrando sua intenção e as estratégias de sustentabilidade que teriam no uso e manutenção das tecnologias sociais.

De acordo com os critérios estruturais e relacionais definidos, seis escolas de diferentes regiões administrativas do Distrito Federal foram selecionadas:

> CEF Zilda Arns – Itapoã
> CEF Nova Betânia – São Sebastião > CEDLAN – Varjão
> CEAN – Asa Norte
> CED 310 – Santa Maria
> Escola da Natureza – Plano Piloto

 

1º Encontro Águas do Cerrado

O projeto foi apresentado à comunidade escolar, por meio de um evento em cada uma das escolas selecionadas. Neste momento, constituiu-se o Grupo Local composto por alunos, professores, diretores, funcionários e outros atores sociais. Atividades de sensibilização, jogos cooperativos, exibição de vídeos e eleição sociocrática foram algumas das atividades realizadas para promover o envolvimento e a mobilização das escolas.

 

Visitas de Sensibilização

As vivências ecopedagógicas na Estação Escola Asa Branca tiveram como propósito despertar o interesse dos estudantes pelas práticas da permacultura. Ao ar livre, em trilhas no Cerrado denso, 6.400 alunos de 400 turmas de 34 escolas públicas foram convidados a participar ativamente da experimentação do conhecimento, interagindo com o ambiente e os demais colegas por meio de dinâmicas, reflexões e diálogos sobre novos meios de aplicação de práticas sustentáveis no seu cotidiano.

 

Cursos de Jardins Agroflorestais

Inaugurando os cursos nas 5 escolas selecionadas, os instrutores Eduardo Lyra Rocha, Marcelo de Oliveira, Helena Maltez e Henrique Veloso puderam instigar os alunos a se questionarem de onde vem o alimento que consomem e qual o impacto do seu processo de produção no meio ambiente. Além disso, apresentaram uma forma completamente diferente de plantar.

Os alunos participaram de todo o processo de implantação de um jardim agroflorestal na sua escola, desde o planejamento, preparação do solo, plantio e cobertura. A identificação e manejo das árvores já presentes na escola permitiu aos alunos se relacionarem com o ambiente sob um novo olhar.

 

Cursos de Manejo Sustentável da Água

Simultaneamente à instalação das tecnologias sociais de água, cinco cursos foram realizados pelos instrutores Lucas Miranda, Camila Maia, Mônica Carapeços e Sérgio Pamplona. Realizaram pesquisa sobre o uso e tratamento da água dentro do ambiente escolar, construindo uma planta da escola. Assim, perceberam a importância e os significados das tecnologias que estavam sendo instaladas. Na prática, aprenderam a armar uma estrutura de ferrocimento para construir um tanque para guardar água da chuva, e como preencher uma bacia de evapotranspiração para criar um sistema ecológico de tratamento do esgoto.

 

Cursos de Introdução à Permacultura

Mais cinco cursos foram realizados, totalizando 540 vagas oferecidas e 524 horas de capacitação entre cursos e oficinas.

Além dos principios da Permacultura, produção de alimentos, manejo da Água, Energia, Jogos Cooperativos e Bioconstrução foram alguns dos temas trabalhados pelos instrutores Eduardo Lyra, Lucas Miranda, Raisa Moura, Helena Maltez, Renato Cunha, Camila Maia e Otávio Torrão ao mesmo tempo em que construíam um minhocário e um viveiro nas escolas.

 

Tecnologias Sociais nas escolas públicas

Afim de equipar as escolas com elementos permaculturais, 30 tecnologias sociais foram instaladas nas seis escolas: bacia de evapotranspiração para o tratamento ecológico do esgoto de alguns banheiros das escolas, captação de água da chuva dos telhados das salas de aula, viveiro para produção de mudas pelos estudantes, minhocário para ciclagem dos resíduos orgânicos da cozinha e consequente produção de adubo, e jardim agroflorestal para embelezamento e produção de alimentos. Na Escola da Natureza, foi construído um banheiro seco com acessibilidade para portadores de necessidades especiais.

 

Curso Águas do Cerrado

Ao longo de nove meses o Ipoema realizou o Curso Águas do Cerrado para os profissionais de carreira da educação, com a parceria e apoio da Escola da Natureza e Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Educação – EAPE da Secretaria de Educação do DF. Foram 180 horas de curso ministrados pelos permacultores e professores parceiros: Mônica Carapeços, Sérgio Pamplona, Helena Maltez, Fabiana Penereiro, Eduardo Lyra Rocha, Cláudio Jacintho, Fernanda Rachid, Andrea Zimmermann e Mônica Passarinho.

39 professores, gestores, vigilantes, merendeiros e técnicos administrativos foram capacitados para a elaboração de projetos socioambientais e a inclusão da permacultura no currículo e no projeto político pedagógico da escola. Ao final do curso, os participantes elaboraram projetos pilotos para serem executados nas suas escolas.

 

Centro de Referência

No movimento de consolidar a Chácara Santa Rita, sede do Ipoema como seu novo espaço educacional, foi implementado o Centro de Referência Águas do Cerrado, no qual foram bioconstruidas a Cozinha do Cerrado, o Espaço Cultural e o parque ecológico com capacidade para 100 pessoas cada. Utilizando estrutura de eucalipto e paredes em pau a pique, a terra crua e a madeira deram forma a estas construções ecológicas, aliando sustentabilidade, conforto e beleza. O estudo prévio da localização e o projeto arquitetônico permitiram a menor movimentação do terreno possível e proporcionaram uma vista panorâmica magnífica para o vale, com vista para o nascente e poente. As tecnologias de água garantem o tratamento ecológico do esgoto com banheiro seco, a bacia de evapotranspiração e o circulo de bananeiras, fazendo do espaço uma escola de boas práticas.

 

Ficou interessado pelas construções ecológicas? Veja aqui nosso episódio da websérie No Correr das Águas sobre Bioconstrução: